Maio Amarelo: acelere o cuidado e freie os acidentes

18/04/2018 15:04

Os números são fortes e acendem o sinal de atenção. Em 2017, houve 384 mil acidentes de trânsito no Brasil, dos quais 41 mil, infelizmente, resultaram em morte. Os dados são do seguro DPVAT, modalidade que todos os donos de veículos são obrigados a pagar, e tornam o país o quarto do ranking de perigo nas vias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Outra fonte, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), ONG que monitora o impacto da violência nas ruas e estradas brasileiras, aponta outro problema, o alto custo dessas ocorrências — só em 2014, R$56 bilhões. O montante era suficiente, por exemplo, para construir 1800 hospitais ou 28 mil escolas.

Não à toa, o próprio ONSV organiza, desde 2014, a campanha Maio Amarelo, que busca conscientizar a população sobre a necessidade de puxar o freio da insegurança no trânsito. O mês foi escolhido para a mobilização pois em 11 de maio de 2011 as Nações Unidas apontaram esta década como a em que precisamos agir para diminuir a quantidade de acidentes. Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas deve morrer no trânsito em 2020, em todo o mundo. A cor da campanha se deve, claro, ao sinal de atenção.

O lema este ano é “Nós Somos o Trânsito”. A ideia, segundo os organizadores, busca mostrar que, além de políticas públicas, a solução para o problema envolve atitudes individuais e coletivas. Isto porque, ainda de acordo com o ONSV, 90% dos acidentes são causados por falhas humanas, como imperícia, imprudência ou, simplesmente, desatenção.

“Se cada um fizer a sua parte por um trânsito mais seguro, poderemos reverter esse triste quadro”, lembra José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do ONSV.

Sinal verde para agir

A sua empresa pode ajudar esse movimento organizando ações internas e com a comunidade para mostrar a importância de se respeitar as regras de trânsito, como usar cinto de segurança, não usar o celular enquanto dirige, e atravessar a rua somente nos locais indicados e utilizar capacete se manejando moto.

Um bom começo é realizar uma atividade de conscientização. Reúna seus colegas de trabalho para debater o tema e perguntem-se: todos usam cinto de segurança e obrigam os demais passageiros a usar (inclusive no banco de trás)? Respeitam os sinais luminosos e os limites de velocidade? Dão espaço para ciclistas circularem? Que dicas dariam a quem dirige, seja de carro ou de moto?

Se quiser distribuir brindes de participação e cativar ainda mais o público interno, a campanha Maio Amarelo tem uma loja própria. Toda renda é revertida para ações da inciativa.

Para tornar a atividade um pouco mais divertida, você pode usar o “Desafio Bom-de-Roda” da Associação Brasileira de Educação de Trânsito (Abetran), que mede seus conhecimentos das regras de direção.

Ou aplique a brincadeira proposta pela Sociomotiva na campanha do Maio Amarelo do ano passado. Ela continua atual e divertida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O trânsito é de todos; envolva seu entorno!

Porém, não estacione por aí. Como diz o slogan da campanha, NÓS somos o trânsito. É fundamental, portanto, envolver não só sua empresa, mas a comunidade da qual ela faz parte nas ações. Afinal, todos convivemos nas ruas por onde circulamos e devemos tomar atitudes individuais e coletivas para frear a violência.

Estude possibilidades para envolver o entorno onde você vive, por exemplo.

Um caminho é realizar campanhas de conscientização entre os ocupantes do prédio onde você trabalha e mora, com ênfase no pessoal que se locomove de carro e moto. É preciso mobilizar a todos para ligar o sinal vermelho e pisar o freio da violência.

Outra possibilidade é realizar atividades em uma escola próxima, chamando a atenção das crianças com o jogo do site “Maio Amarelo Kids”, que ensina as melhores práticas de respeito ao pedestre e de condução para os futuros motoristas. Ao final, as melhores equipes, que podem ser formadas por empresas e colégios, serão premiadas!

E não esqueça de planejar as ações com antecedência e registrá-las. 

E aí? Vamos dar a partida?

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